|
Espaço aberto às boas idéias, que acrescentem algo às pessoas, aos animais, à natureza, ao nosso Planeta Azul. Bem-vindos todos que venham em Paz!
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
No tempo da minha infância
sábado, 22 de outubro de 2011
Tempo de reflexão
Vontade de ficar só...ao mesmo tempo, às vezes a solidão pesa. Vida interior intensa. Mas, por enquanto, nada a compartilhar. Parece-me estar navegando por outros mares. Mares de mim. Profundos. Misteriosos. Reflexões. Preciso pensar.....definir....decidir.
Decisões às vezes são difíceis. Porque vc tem que assumir as consequências. Nem sempre conhecidas ou fáceis. Falta coragem? Não. Disposição, talvez. Cansei. De tentar mudar o imutável. De esperar sem previsão de chegada. De querer fazer, esbarrando sempre num oceano de não-querer. De assumir a vida de outros. Quero a minha de volta.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Meu pai desencarnou.
Saudade. Muita. Até da ranzinzice (inventei a palavra?) típica de alguém de mais de 90 anos. Quanta vida se passou.........Prefiro acreditar que ele agora está bem, sendo assistido na espiritualidade, já encontrou, provavelmente, minha mãe, a Maria tão querida, de cuja ausência ele reclamava sempre. "Sabe o que é pior, minha filha? A ausência!" foi o que ele me disse uma vez, quando cheguei pra lanchar com ele e ele estava triste, abatido........O que foi, pai?
Senti uma compaixão enorme. E vivenciei o que é a solidão de um velho de 90 anos que perdeu a amada, depois de uma convivência de mais de 60 anos. Por dentro, choro ainda, quando me lembro disso.
Pois então........depois de 2 meses de internação, quase 40 dias de UTI, ele conseguiu se desprender. Pena que estava sozinho. UTI's são desumanas. O sofrimento psicológico é imenso. Já imaginou você ali, rodeado de pessoas estranhas, que fazem de você o que querem. Você está impotente. Não é mais o seu dono. Não tem privacidade. Argumentei com a médica. Isso é desumano, como é que alguém, nas condições do meu pai, pode sobreviver a isso? "Eu entendo vc, se dependesse só de você seu pai não estaria aqui." Não mesmo! Muito mais digno, ético, humano, caridoso, deixá-lo viver as últimas horas com a família. Porque ele teve que morrer sozinho??? Nunca vou me conformar com isso. Nunca.
Rezei e pedi a Deus, muito. Primeiro, pela recuperação rápida. Depois, para que o libertasse daquele corpo todo machucado, que apressasse seu desencarne. Ele faleceu. A dor da perda só foi superada pela certeza de sua libertação, finalmente. Dei graças a Deus.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Quero mais é ser Amélia!

"São 7h.
O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atira-lo contra a parede. Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até.
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem.
Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro.
Tudo, menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela.
Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.
Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã, tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre ‘vamos conquistar o nosso espaço’. Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer?
Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei – e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard, e, se duvidar, nem vôlei.(...)
Por quê, me digam, por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo.
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados e especializações. Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles.
Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?
Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesias, faça serenatas na minha janela – ai, meu Deus, 7h30, tenho que levantar! – e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés pra cima e diga ‘meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?’, descobri que nasci para servir. Cês pensam que eu tô ironizando? Tô falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna... Eu quero é ser Amélia!"
(Fernanda Gusso)
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Sobre a vida e a morte
"Somos todos seres espirituais passando por uma experiência terrena", esta é uma frase que reputo verdadeira, simples, profunda. Mas será que realmente conseguimos vivenciar isso? Estamos preparados para perdas?
Um senhor disse uma vez que "a morte nos acompanha desde que nascemos e nunca estaremos preparados para enfrentá-la". Por que nos apegarmos tanto a coisas e pessoas, neste planeta, se aqui nada é eterno? Tudo é transitório, passageiro, fugaz.... O que trouxemos quando aqui chegamos? Nada. A não ser nosso espírito, este sim, eterno. Nossas experiências de outras vidas, no nível inconsciente. Influenciam nossa presente existência? Acredito que sim. Medos irracionais, certezas ilógicas, dejà vues.
Mortes boas e mortes más........por que isso? seria mais simples desligar um botão. Pronto. Morrer de pá-buff, como diz minha irmã. Mas não....doentes jazem em leitos de UTIs pelo mundo afora. Dias, meses, anos. Tanto sofrimento, permitido pelo Criador, deve ter um propósito. Uma lição para quem está enfermo, para sua família, amigos, todos experimentando a mesma dor.
Me questiono muito. Principalmente se, na hora certa, vou estar tranquila. Se meu ser racional, que acredita na pós-vida terrena, irá conservar-se firme, lúcido, desprender-se suavemente, deixar-se ir. Será?
E então....o que é verdadeiramente NOSSO? O que podemos levar daqui? Carros, apartamentos, casas, amores, pertences (que na verdade não são nossos, estão emprestados a nós)?
Nossas experiências, nossos atos, nossas vitórias, amores, simpatias, inimizades, valores, isso sim, levamos conosco.
O que vamos encontrar quando partirmos? Por mais que nossas crenças pessoais estejam arraigadas, ainda não podemos afirmar categoricamente que sabemos. Eu acredito que será nossa casa, voltaremos à pátria primeira e verdadeira. Minha crença. E a sua?
Valeu a pena tanto sofrimento, muitas vezes por coisas sem cabimento? Sentimentos mesquinhos, egoístas, desavenças, falta de amor, respeito, carinhos negados, raiva, desespero, dor? Mentiras, hipocrisias, inveja?
Não creio que vá me orgulhar disso. Mas as boas obras, momentos, amores, isso é só meu. Ninguém me tira. Minhas vivências. Meus erros. Meus acertos. Minha vontade de mudar o mundo. Não consegui, mas tento!
terça-feira, 5 de julho de 2011
Caí no Mundo e não sei como voltar
Caí no Mundo e não sei como voltar
Eduardo Galeano
Jornalista e escritor uruguaio
|
Assinar:
Postagens (Atom)